O ANJO
Diogo Barradas, 2025
Instalação + Exibição Curta Metragem (2’25’’)
De um mar onde as ondas navegam ao contrário, nasce um ser vulnerável que caminha frágil e desarmado. Com o impulso da música de Carlos Paredes, assume o controlo da sua narrativa e começa um processo de transformação na personagem “O Anjo”, da obra de Paula Rego.
Inspirada no livro “O Crime do Padre Amaro” de Eça de Queirós, “O Anjo” é uma figura imaginária que vem confrontar a violência e o abuso do padre contra Amélia. Imponente, segura nas mãos a espada e esponja, símbolos da sua força castigadora e da purificação.
“O Anjo” representa de uma figura assertiva, situada entre o divino e o terreno, que intervém nos temas da violência patriarcal, da representação de género e da dualidade entre a vingança e o perdão.
É uma reflexão visual sobre o poder e a vulnerabilidade, o castigo e a redenção. Um diálogo simbólico entre a pintura e a literatura, através da interseção do som, da imagem e do corpo em movimento.
Diogo Barradas (1993) é gestor e músico português, natural de Lisboa e criado em Elvas.
Com formação em Viola de Arco, divide-se entre a gestão, a música, a organização de eventos culturais e a exploração artística.
EXIBIÇÃO A 09 DE MAIO DE 2026, ENTRE ÀS 18h00 E ÀS 22h00
Será servido um copo de vinho branco aos visitantes.

