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Última atualização: 11/06/2026

Próxima sessão agendada:
Sábado Dia 27/06 das 15h00 às 18h00



“O fantástico não é o monstro.
É a dúvida.
O fantástico ocupa o tempo desta incerteza.”

Tzvetan Todorov

1. Proposta Dia 16/05

Muitas vezes a escrita não fluí porque pensamos:

  • “preciso de uma grande ideia”

  • “preciso de uma história original”

  • “preciso de acontecimentos extraordinários”

Todorov ajuda a perceber que não:

Uma história começa apenas quando:

  • algo muda

  • algo falha

  • algo entra em desequilíbrio


    Todorov propõe algo próximo disto:

    • Equilíbrio

    • Perturbação

    • Tentativa de resolução

    • Novo equilíbrio

1. A NORMALIDADE QUE SE RASGA

Todorov defendia que os géneros narrativos são sistemas organizados de expectativas.

Ou seja: quando começamos uma história, esperamos certas regras.
E se as quebrássemos? ou a realidade da história as quebrasse?

ou isso será uma mudança de género?

1. Escrever uma cena absolutamente banal.

Exemplos:

  • alguém espera o autocarro

  • uma professora corrige testes

  • uma criança janta com os pais

Mas durante a cena acontece um único detalhe impossível.

(6 dentinhos | 12 LINHAS)

Importante:
Ninguém pode confirmar se foi real.
Não pode haver explicação final.
A história deve terminar exatamente na hesitação..

2. Proposta Dia 11/06

1. UM PEQUENO DESEQUILÍBRIO
A partir ainda da narratologia de Tzvetan Todorov

Escrevam uma cena onde o acontecimento parece mínimo, mas vai alterar subtilmente a vida de alguém.

o acontecimento:

  • uma pessoa (uma personagem) ocupa o lugar habitual de outra pessoa.

Mas no final: a vida desta personagem já não pode ser exatamente igual.

(4 dentinhos | 12 linhas)

2. UMA CANÇÃO QUE ME TIRA DESTE MUNDO
Parte II

Tragam uma canção que desestabilize (ou tenha desestabilizado) a nossa forma de olhar o mundo.

i.e.:
“THE FORMER SITE OF” dos The New Pornographers
https://open.spotify.com/intl-pt/track/73NSR0zuF1CgdeICZMNPaM?si=9123fc5f72b747b6

“The Former Site Of” transforma a história real de uma comunidade submersa numa poderosa reflexão sobre memória, perda e permanência. Entre imagens bíblicas, aldeias desaparecidas e figuras que resistem até ao último instante, a canção interroga aquilo que permanece quando os lugares e as identidades se transformam. Mais do que uma narrativa sobre o desaparecimento, propõe uma meditação sobre a capacidade humana de habitar a mudança sem renunciar ao sentido. No seu centro encontra-se uma pergunta simples e profundamente ética: como permanecer fiel ao que fomos quando o mundo à nossa volta já se tornou outra coisa? Como as águas que cobrem uma aldeia sem apagar totalmente a sua existência, a memória continua a agir silenciosamente sob a superfície do tempo.

A ideia é mostrar e analisar a letra na próxima sessão presencial…



Tragam trechos de textos e/ou outras letras de canções para a próxima sessão.
Obrigado!


“A narrativa não vive de acontecimentos enormes.
Ela vive de desvios, perturbações, pequenas fissuras no real”


Tzvetan Todorov